Uma tentativa de transformar um conjunto variado de laptops no primeiro super-computador ad-hoc já está engatilhada, graças a um software desenvolvido na Universidade de San Francisco.
No próximo sábado, 3 de abril, mais de 1000 donos de laptops vão se reunir no ginásio da universidade na tentativa de criar o primeiro super-computador flash mob. Os organizadores do projeto esperam que a máquina seja veloz o suficiente para derrotar alguns equipamentos na lista dos 500 maiores super-computadores do Planeta.
Pelo preço de um iPod Mini, o Simputer reconhece caligrafia, toca mp3, navega na internet (usando uma linha telefônica ou um cel CDMA), agrega news em XML/RSS, é sensível a movimentos (como, por exemplo, dar uma balançada pra "virar a página" de um livro eletrônico" e ainda tem DUAS entradas USB. Essa pequena maravilha indiana roda em Linux, o que significa que você pode fool around com o OS o quanto quiser.
Se você - como eu - nunca entendeu a diferença entre "Progressive Nu Skool" e "2-Step Garage" ou entre "Ghetto Tech" e "Anthem Big Beat", seu problemas acabaram! Agora existe um guia interativo para a música eletrônica, desde o house até loucuras "mudernas" como "Cannibal Hillbilly Inbred Emocore", com samples para sua degustação.
Filme que eu não vi: A Paixão de Cristo mas li o comentário, rolei de rir e sei que vocês vão gostar
Eu resolvi esperar as hordas de crentes panfleteiros começarem a se desmobilizar pra encarar a obra sado-religiosa de Mel Gibson. Deve levar ainda mais umas duas semanas. Até lá, fiquem com esta crítica postada no Ain't it Cool News. Aí vai uma palinha:
"Jesus is this guy with a super-powered left hand - it's like he can give people Wolverine powers by touching them with his left hand."
"(...) it's like Jesus was the original zombie - only super good-looking and not smelly. (Jesus) is always telling his buddies to eat his skin and drink his blood".
Acabou que eu fui ontem ao Space Bar e, pela primeira vez na vida, saí de um club sem estar fedendo a cigarro do cabelo à cueca. Uma lei distrital agora proíbe o fumo em bares, boates e restaurantes.
Valeu também pela DJ Priscila Tworem, que fechou com o set mais roquenrou da noite, pesado, dançante e com pouquíssimas concessões pop, indo de Cramps até Siouxie and the Banshees.
Hoje tem rock alternativo, punk, britpop e cositas no Space Bar, 5 legais. Amanhã, festa anos 80, no mesmo Space Bar, 8 legais. Só que eu acabei de ir a uma festa nos 80. Como diz o Ducci, já está na hora de um revival anos 90.
Nasa tenta descobrir o que é objeto que se move no Meririani Planum, onde opera o robô Opportunity. Parece um pequeno coelho. Ou um pedaço de papel amassado. Ou as pontas de um par de garras gigantes. Ou um pequeno coelho, sei lá...
Agora com uma filhinha pequena, a maravilhosa Clarah Averbuck voltou a publicar um dos melhores blogs do país, o Brazileira Preta. Além disso, ganhou uma coluna na revista TPM. Os órfãos agradecem.
"Oh mother, I can feel the soil falling over my head
and as I climb into an empty bed
oh well, enough said
I know it's over still I cling
I don't know where else I can go, mother"
A pesquisa Songs that Saved your Life foi realizada pela BBC Radio Six junto a cinco mil ouvintes. Veja a lista das 10 mais:
1 - I know it's over (The Smiths)
2 - Girl all the bad guys want (Bowling For Soup)
3 - Everybody hurts (REM)
4 - Pictures Of you (The Cure)
5 - Fake plastic trees (Radiohead)
6 - Love will tear us apart (Joy Division)
7 - Comfortably numb (Pink Floyd)
8 - Don't give up (Peter Gabriel e Kate Bush)
9 - This is a low (Blur)
10 - Good Day Sunshine (The Beatles)
"MEMPHIS, TENNESSEE (HLN) - A Memphis woman was arrested and charged with first-degree murder after she bludgeoned her boyfriend to death with an iPod.
Arleen Mathers, 23, was arrested Thursday morning after she called Memphis Police and said she had killed her boyfriend, according to a Sheriff's Department report.
When deputies arrived at Mathers' apartment at 528 Poplar Avenue, Mathers led them to the body of her boyfriend, Brad Pulaski, 27.
Brad Pulaski had died of blunt trauma to the head after being repeatedly bludgeoned with an iPod, a popular MP3 player produced by Apple.
Police said no motive has been confirmed, although evidence suggested the murder was the result of a domestic dispute after Pulaski erased the contents of Mathers' iPod.
According to law officers, Mathers was hysterical when police arrived and told them that she killed her boyfriend only after he accused her of illegally downloading music and erased about 2,000 of her MP3s. Mathers complained that it took 3 months to build her music collection.
An autopsy performed Friday afternoon at Methodist Hospital showed that Brad Pulaski had been beat multiple times in the face and chest by a blunt metal object, and died of internal bleeding, said Dr. Felix Klamut, deputy coroner.
According to Apple's website, the iPod is partially made of a hard metal plate that's been praised for it's resistance to regular wear and tear, like drops and coffee spills.
'It took him a while to die', Dr. Klamut said. 'She must have stabbed him 40 to 80 times with that iPod. His death was not instantaneous, that's for sure'
Arleen Mathers was arraigned Friday night by a video hookup from the county jail. Municipal Court Judge Simon Lambert set her bond at $600,000 and scheduled a preliminary hearing for March 9."
World Wide Wednesday: Because the Internet is made out of people.
O escritor Warren Ellis está recebendo até a manhã de quinta (horário da Inglaterra, claro) imagens dos internautas leitores do seu blog Die Puny Humans, tiradas com câmeras digitais, webcams e celulares em tempo real. Até agora são mais de 200 e eu já estou lá.
Esse é o título de um arco de histórias do "Arquivo X" que, por alguma razão, eu acho ao mesmo tempo triste e bonito. Vou aproveitar pra colocar um post de um blog finado, que eu não queria deixar morrer. Acho que vou fazer isso de vez em quando. Trazendo o que eu quero, deixando lá o que eu não quero mais...
Ludismo motor postada originalmente em 16-01-04 aqui, agora devidamente editada para refletir o estado civil do autor
Tive uma súbita vontade de andar de bicicleta. Ir trabalhar de bicicleta, ir ao mercado de bicicleta, fazer tudo de bicicleta. Esse sentimento é a convergência de umas coisinhas que aconteceram nas últimas semanas que me fizeram pegar meio asco de carro e querer dar umas pedaladas: um mês colocando gasolina em um Palio beberrão, a bicicleta do meu irmão de rodas pro ar na varanda pegando poeira, esse artigo da Analee Newitz e uma entrevista na CBN, mais memórias residuais de Goonies e E.T., de quando eu achava que alguém agüentava MESMO pedalar por 30 minútos de clímax cinematográfico em ritmo frenético, já que em 1985 eu ainda não conhecia o poder da moviola e das ilhas de edição.
Pior de tudo: é temporada de chuvas em Brasília, e eu estou de mudança: pra longe do tabalho, pra longe dos amigos, da biblioteca, da Kingdom e de outros lugarzinhos e coisinhas que, hoje, meu preparo físico deficiente seria capaz de me "pedalar para".
Uma namorada passou anos praticamente me implorando pra andarmos de bicicleta juntos no fim de semana. Mesmo antes dela ter uma bicicleta. Compramos a bicicleta, andamos umas duas vezes, terminamos, voltamos, nunca mais pedalamos, terminamos de vez, e agora eu aqui, com desejo de bicicleta. Desejo DE GRÁVIDA! De mudar-de-vida e deixar esse mundo motorizado, apressado pra lá. Não é "andar de bicicleta no finde", é andar de bicicleta e pronto, como uma segunda natureza, uma extensão de meu corpo, uma escolha saudável, ecologicamente correta e economicamente responsável.
Que pode me matar, claro. Afinal, nada é perfeito.
Ótimo artigo de Andrew O'Hagan na London Review of Books, comentando dois livros sobre Morrissey e The Smiths e os efeitos do Bardo de Manchester sobre a juventude dos últimos vinte anos.
Eu sinto falta dos drops Kids de anis. Eu acho Evanescence um saco. Eu não acredito em "casual sex". Nem em amor virtual. Eu realmente não sairia com uma menina que usasse muito rosa. Ou muito azul marinho. Pensando bem, qualquer azul marinho. Ou luiviton. Ou vitorugo. Eu assistiria TV demais se acreditasse que isso fosse possível. Eu não levo o menor jeito pra canalha. Ou cafajeste. Eu gosto de viajar, mas odeio os preparativos - reserva vôo, compra passagem, marca hotel, arruma mala... Eu não acredito em religião organizada, nem em crenças que se baseiam em arrependimento e culpa. Eu acredito em ser legal com as outras pessoas. Eu acredito em karma. Eu acredito no ponto G - eu sei, eu já estive lá. Eu gosto de arroz integral. Eu gasto dinheiro com coisas que me dão pequenos prazeres. Eu sou um rato de sebo. Eu passo muito tempo online. Eu acredito que a pornografia é uma forma de expressão artística. Eu gosto de mulheres com rostos marcantes, não necessariamente bonitas: Uma Thurman, Christina Ricci, Fairuza Balk, Thora Birch, a Nina do "24 Horas"... Eu acho mulheres inteligentes sexy. Eu acho mulheres que usam a inteligência com crueldade muito sexy. Eu sou uma merda como fotógrafo. Eu considero o Bob Esponja um exemplo gay positivo para jovens homossexuais. Eu dou esmola porque sou paranóico. Eu durmo tarde e acordo cedo. Eu ando na chuva. Eu não sentiria nenhum remorso em ter um emprego que não exigisse nada de mim, onde eu pudesse ficar escrevendo e desenhando o dia inteiro. Eu saio bem em fotos 3x4. Melhor do que ao vivo.
"Festa que não aceita o seu jeito de se vestir não te aceita. E quem não te aceita você também não aceita. Por isso não, não é para ir em festas onde a gente não pode se vestir naturalmente com nosso arsenal de roupinhas que a gente ama. Quem não gosta das minhas roupas não gosta de mim. E eu também não gosto deles, é claro."
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Eles roubaram nossa revolução. Chegou a hora de roubá-la de volta.