Já tinham me dito e eu não tinha acreditado: ouvir músicas avulsas baixadas da internet não tem o mesmo efeito que ouví-las no contexto do álbum a que pertencem. Não é difícil achar a íntegra dos discos, até coisas obscuras como Splendora - de quem eu não conseguia encontrar mais que duas ou três músicas - estão lá no eMule, discografia completa, que alguma boa alma na Lituânia resolveu compartilhar.
Ontem eu ouvi Fun House, do Iggy mais os Stooges, do jeito que eu já devia ter ouvido há muito tempo.
"London Calling" é o cacete. "Fun House" é o maior disco de rock de todos os tempos. E as "Peel Sessions" dos White Stripes - são DUAS! - são melhores que seus discos de trabalho. O que contradiz todo aquele papo de que "você não pode melhorar a perfeição".
Ela é gordinha, gay, geek e minha colunista favorita. Na edição mais recente de Techsploitation, Annalee Newitz discute a posição anti-científica da administração Bush.
O Queen tem me perseguido esses últimos dias, então eu arreguei. Levei meu "Live at Wembley" pra dar umas voltas - prá Cidade e aí de volta prá Roça - e ainda não enjoei. Fazia tempo que eu não ouvia. Nota mental: comprar "A Night at the Opera". Urgente. O André me mata se souber que eu não tenho.
O Crawley tem um Bentley 1932 - único dono - onde toda fita vira um "Melhor do Queen" depois de quinze dias. Alguns dizem que é uma maldição. Eu digo que é conveniente - e tenho certeza que Crawley também pensa assim.
Não entendeu? Então leia "Belas Maldições", de Gaiman e Prachett. O link para a versão gringa é este aqui. Salve o arquivo, mude a terminação para ".zip" e divirta-se!
Porque a Blenda pediu, lá vai um post renascido das trevas, oferecimento do finado Houser Blog. Lendo novamente, passado mais de um ano, vejo que algumas informações não são precisas: eu tive uma "amiga anos 80" que nutria uma paixão secreta por mim: a Rosana, que estudou comigo no Soldadinho de Chumbo e só se declarou quando eu vim pra Brasília. Rosana era legal, inteligente, resolvida, esquisita na medida certa, perfeitamente apresentável - if a tad bit on the heavy side, but she was progressing smoothly - e deve ter virado uma menina super bem-sucedida. Lembro que ela usava presilhas no cabelo como as moderninhas de hoje usam - em friggin' 1989!!! Lembro que a mãe dela era explicadora (no Rio, professora particular se chama "explicadora". E guarda-chuva, "chapéu"). Eu não lembro o sobrenome, apesar de termos passado a melhor parte dos anos 80 juntos - mas claro, eu perdi esse tempo todo atraído pelas bitches da turma. I was a dumb, dumb kid.
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Minha adolescência não foi como um filme anos 80
Hoje na sessão da tarde passou "Te pego lá fora". Tirando o pobre exemplo de colocação pronominal do título, "Te pego..." foi um dos filmes que, quando criança, me fizeram temer pela minha adolescência: será que eu ia ter um nêmesis feroz no segundo grau? Será que eu ia ter que dar sucessivas provas de estupidez e heroísmo (nem sempre em doses iguais) para ficar com a mocinha no final? Será que tem uma mocinha no final? Será que as coisas ficam mesmo muito, muito ruins antes do eventual "pay-off"?
Céus, como eu estava errado.
Acho que, dos meus dos meus doze, treze anos até entrar na faculdade, eu fui praticamente a mesma pessoa, com as mesmas preocupações e a mesma vidinha que eu levava alguns anos antes. E depois do vestibular, eu desencanei ainda mais. Claro que tudo muda depois que você arruma uma namorada, passa mais tempo em um relacionamento do que qualquer pessoa sensata da sua idade considera saudável, arruma um emprego... mas aquelas crises de "será que isso é o PIOR que pode acontecer?" dos filmes do John Huges nunca chegaram. Nem os grandes planos para festas ou escapadas. Eu nunca fui atraído pela "garota-mais-popular-do-colégio-que-namora-o-atleta-babaca", nem pela minha amiga "esquisita-mas-que-fica-irresitível-depois-de-um-banho-de-loja-e-sempre-gostou-de-você".
Na verdade, eu acho que nunca tive essa amiga esquisita.
Céus, como eu queria uma amiga esquisita.
Eu tinha vontade de escrever um roteiro anos 80 baseado em um conto do Veríssimo que se passa na festa de aniversário (festa a fantasia, claro) - de duas irmãs GÊMEAS com pais SATANISTAS. Claro que eventualmente "mayhem ensues when all hell breaks loose", mas era muito pouco argumento...
Eu precisava de um trio de mocinhos: um meio-punk-meio-geek paranóico que desconfia da existência da seita, sua AMIGA mais revoltada e paranóica, claro, e que ocupa a vaga da amiga "esquisita-mas-que-fica-irresitível-depois-de-um-banho-de-loja-e-sempre-gostou-de-você", só que é mais uma amiga "esquisita-mas-que-fica-irresitível-depois-de-um-banho-de-sangue-e-sempre-gostou-de-você"; e um terceiro AMIGO ainda MAIS geek e paranóico - o "comic relief" - que ficaria com a GOSTOSA da festa no final.
Precisamos de motivação: a IRMÃ do mocinho vai a festa, e ele - meio a contragosto - teria que tirar ela de lá.
Ainda é pouca motivação? A AMIGA, chateada com algum fora do MOCINHO, vai com o ATLETA ou o MAURICINHO à festa.
E deve ter um macaco aí em algum lugar. Ou um anão. Um macaco E um anão.
Clichê, como um bom filme anos 80 deve ser. A "remoção temporal" faria com que ficasse menos parecido com um episódio de Buffy.
"O Clube dos Cinco"
"Top Five" filmes de adolescentes típicos dos anos 80:
5- Gatinhas e Gatões
4- Te Pego Lá Fora (ÚNICO filme da lista que NÃO É do John Hughes)
3- Mulher Nota 1000
2- Clube dos Cinco
1- Curtindo a Vida Adoidado - é claro.
"Luziano Costa da Silva acusou o amigo José Roberto de Oliveira de ter praticado contra ele 'ato libidinoso diverso da conjunção carnal'. Silva alegou que, como estava bêbado, não pôde se defender. Por meio do Ministério Público, recorreu à Justiça. Mas o tribunal concluiu que não há crime, já que a suposta vítima teria concordado em fazer sexo grupal.
O acórdão dos desembargadores é categórico: 'A prática de sexo grupal é ato que agride a moral e os bons costumes minimamente civilizados. Se o indivíduo, de forma voluntária e espontânea, participa de orgia promovida por amigos seus, não pode ao final do contubérnio dizer-se vítima de atentado violento ao pudor. Quem procura satisfazer a volúpia sua ou de outrem, aderindo ao desregramento de um bacanal, submete-se conscientemente a desempenhar o papel de sujeito ativo ou passivo, tal é a inexistência de moralidade e recto neste tipo de confraternização'."
Estava escrevendo sobre o rodeio gospel (isso aí, rodeio gospel) que os crentes vão fazer no quintal da minha casa sem autorização da Adminstração Regional (é, porque Brasília não tem prefeito, tem adminsitrador regional) quando, subitamente, o Blogger morreu.
Era um post longo. Era engraçado. Eu estava quase satisfeito. Agora estou muito puto. Gosto de bile na garganta.
Must... build... own... blog... system...
(Magrela, acho que, se eu não tivesse visto você na segunda, alguém lá embaixo teria levado um monitor na cabeça :D )
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Eles roubaram nossa revolução. Chegou a hora de roubá-la de volta.